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Cleidilson Galiza: antes de tudo que será dito, sou um sobrevivente que atua como pesquisador soteropolitano.

Minha produção dedica-se à análise das dinâmicas socioterritoriais das comunidades periféricas de Salvador, com ênfase na denúncia do genocídio da população negra. Fundamentado em uma perspectiva autoetnográfica, posiciono-me como um sobrevivente do sistema que analiso, transpondo a observação empírica e a vivência direta para uma produção acadêmica engajada. Meu trabalho examina, ainda, as subjetividades inerentes à busca pela ascensão social nesses territórios. Esse processo é marcado pela internalização de valores eurocêntricos e pela alienação imposta por sistemas opressores, incluindo a dimensão religiosa como faceta da violência estrutural. Sob a égide da vigilância e da colonialidade do poder, o sujeito periférico é lançado a uma luta incessante pela sobrevivência, em que rivalidades internas e o desejo de aceitação operam como mecanismos de manutenção da hegemonia e de fragmentação da identidade coletiva negra.
ARTIGO

Genocídio negro nas comunidades

O termo genocídio e a violência estrutural contra as comunidades periféricas. O termo genocídio designa crimes violentos perpetrados contra grupos e etnias com a intenção deliberada de aniquilá-los. Uma das manifestações desse crime é o uso da mídia para manipular a opinião pública, perpetuando a discórdia contra populações que residem em áreas urbanas marginalizadas, comumente chamadas de favelas e oficialmente denominadas "comunidades" nas grandes cidades.

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Abstracionismo Lírico de uma favela de Salvador.

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observe a persistência do desejo de branquitude por parte dos oprimidos

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Enquanto houver injustiça, o contra será eterno.

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A superficialidade faz com que enxerguem apenas a roupa, esquecendo-se do rosto.